Ácido folínico melhora comunicação verbal em crianças TEA
- Wanessa Simão
- 16 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 30 de mai. de 2025

O Ácido Folínico Melhora a Comunicação Verbal em Crianças com Autismo: Um Estudo Revelador
Introdução:
Um estudo recente mostrou que o ácido folínico, uma forma ativa de ácido fólico, pode melhorar significativamente a comunicação verbal em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e dificuldades de linguagem. O estudo foi realizado por uma equipe de pesquisadores dos Estados Unidos e publicado na revista Molecular Psychiatry.
O Estudo:
Os pesquisadores conduziram um experimento rigoroso, conhecido como ensaio clínico randomizado duplo-cego controlado por placebo. Isso significa que 48 crianças foram divididas aleatoriamente em dois grupos: um recebeu ácido folínico e o outro recebeu um placebo (substância sem efeito terapêutico). Nem os participantes nem os pesquisadores sabiam quem estava recebendo o tratamento real, garantindo a imparcialidade dos resultados.
Resultados:
Após 12 semanas de tratamento, as crianças que receberam ácido folínico mostraram uma melhora significativa na comunicação verbal em comparação com aquelas que receberam placebo. A melhora foi especialmente notável nas crianças que tinham autoanticorpos contra o receptor de folato (FRAA-positivas), um marcador biológico associado a dificuldades no transporte de folato para o cérebro.
Por Que Isso é Importante:
O folato é uma vitamina essencial para o desenvolvimento do cérebro. Problemas no metabolismo do folato têm sido associados ao autismo. O ácido folínico, por ser uma forma ativa do folato, pode ajudar a corrigir essas deficiências, melhorando assim a função cerebral e a comunicação.
Segurança:
O estudo também verificou que o ácido folínico foi bem tolerado pelas crianças, sem efeitos colaterais graves. Isso é importante porque os tratamentos atuais para o autismo muitas vezes têm efeitos colaterais significativos.
Conclusão:
Este estudo é promissor e sugere que o ácido folínico pode ser um tratamento eficaz para melhorar a comunicação em crianças com autismo e dificuldades de linguagem. No entanto, os pesquisadores destacam que mais estudos são necessários para confirmar esses resultados e entender melhor os mecanismos envolvidos.




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